quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Pequenos...mas muito interessantes!

Curiosa, não?

Pelo menos 52 novas espécies animais e vegetais, foram encontradas desde 2005 na ilha de Bornéu (Indonésia), uma das regiões mais ricas para a biodiversidade, anunciou o Fundo Mundial para a Natureza.

Segundo um comunicado divulgado em Genebra, a descoberta abrange, 30 espécies únicas de peixes, duas de rãs arborícolas, 16 plantas de gengibre e uma espécie de planta de grandes folhas.

A maior parte foi encontrada em uma área conhecida como o "coração do Bornéu", região montanhosa e húmida, com 220.000 quilómetros e localizada no centro da ilha.

Entre os novos descobrimentos, destaca-se o vertebrado mais pequeno do planeta, um peixe da família da carpa mas de dimensões muito mais reduzidas: o Paedocypris progenetica .

Os espécimes adultos medem entre 7,9 e 8,6 milímetros de comprimento, consoante se tratem de fêmeas ou machos. Os Paedocypris progenetica caracterizam-se ainda por ter um corpo transparente, quando adultos, o que lhes dá a aparência de uma larva, e por viverem em águas escuras, cem vezes mais ácidas do que a água da chuva. Como são muito pequenos, são extremamente económicos, relativamente ao alimento (uma pequena porção de plancton e...já está!).

É caso para dizer: a vida na palma da mão...ou melhor, na ponta do dedo...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Uma forma de vida curiosa...

As plantas carnívoras sempre suscitaram grande curiosidade, por imaginarmos homens incautos, presos em estruturas gigantestas, em florestas inacessíveis...! Nada disso! As carnívoras são pequenas plantas, que por viverem em locais de solos pobres em azoto, procuram esse elemento químico, existente nas proteínas, em pequenos insectos, aracnídeos ou centopeias, e desta froma sobrevivem. Mas temos algumas excepções!!

As Nepenthes!!


Nepenthes albomarginata

As plantas desta família possuem na ponta de suas folhas estruturas semelhantes a jarros, com as bordas do limbo unidas formando uma ânfora. Sobre a abertura desta ânfora encontra-se uma estrutura semelhante a uma "tampa", normalmente colorida, servindo de protecção para que a armadilha não se encharque. Isso faz com que apenas uma porção de líquido se encontre no seu interior, e é neste líquido que insectos, aranhas, e mesmo pequenos pássaros, ficam presos, ao escorregarem para dentro do tubo - atraídos pelas cores e pelos odores segregados pelas glândulas situadas na base da tampa. Uma vez dentro, uma parede cerosa e cheia de pêlos voltados para baixo, evitam que esta possa ser escalada, e assim os animais são simplesmente digeridos. Eficaz...

As Dionéias!!


Faminta, não?



Dionaea muscipula

A Dionaea muscipula é uma planta carnívora que agarra e digere a presa animal (normalmente insectos e aracnídeos). A estrutura de captura é formada por duas folhas, unidas pela base e com estruturas em forma de garras nas extremidades opostas. Como possui três pêlos sensoriais numa dessas folhas, quando "sente" um animal, reage e fecha-se. Depois é só digerir. Sem dúvida, uma estratégia muito eficiente...nem os lagartos escapam!

Um pouco de História da Terra...


Hoje, Doidos pelo Planeta resolveu dedicar-se um pouco à Geologia.
É descutível a sua existência, mas, seguramente, esta ponte suspensa sobre o Grand Canyon, é lindíssima!


O Grand Canyon é um desfiladeiro nos Estados Unidos da América, que o rio Colorado moldou durante milhares de anos à medida que suas águas percorriam o leito, aprofundando-o ao longo de 446 km. Chega a medir entre 6 e 29 km de largura e atinge profundidades de 1600 metros. Cerca de 2 mil milhões de anos da história geológica da Terra foram expostos pelo rio, à medida que este e os seus afluentes vão expondo camada após camada de sedimentos; foi visto pela primeira vez por um Europeu em 1540, o espanhol Garcia Lopez de Cardenas. A primeira expedição científica ao desfiladeiro foi dirigida pelo Major John Wesley Powell no final da década de 1870. Powell referiu-se às rochas sedimentares expostas no desfiladeiro como "páginas de um belo livro de histórias". No entanto, a área era já ocupada por nativos americanos que estabeleciam povoados ao longo do desfiladeiro, como os hopi.

É considerado uma das sete maravilhas naturais do mundo e um ponto turístico visitado por milhares de turistas anualmente, gerando receita para as cidades e populações ribeirinhas ao desfiladeiro.

Simplesmente fascinante! E passear nesta ponte denominada "Skywalk", deve satisfazer o mais exigente explorador do nosso planeta...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Viver nas profundezas!


Muitos são os seres vivos que habitam locais profundos, inóspitos, pouco convidativos, mas, aparentemente, eficazes para a existência dessa espécie. É o caso destes camarões encontrados a 5 mil metros de profundidade, no Mar dos Sargaços, que numa harmonia perfeita com o ambiente envolvente, vivem, sobrevivem, reproduzem-se e morrem, em ambientes de pressões extremas nas quais os equipamentos dos cientistas resistem com dificuldade: "os camarões sobrevivem porque seus corpos não têm cavidades com ar; logo, não há diferença de pressão entre o interior e o exterior", afirmou Chris German, cientista encarregado da expedição, que em 2006 observou estes pequenos Anfípodes. Além de se comerem uns aos outros, alimentam-se também de flocos de matéria orgânica (que caem para as zonas mais profundas como se fossem neve).

São lindos!

E como disse Jesse Ausubel, um dos diretores desta expedição: "Cada vez mais, para sobreviver no mar, é necessário ser pequeno e reproduzir-se jovem".